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terça-feira, 24 de julho de 2012

Se um dia a água chegar a 80% de Maricá, continuará sendo lançada nos quintais?

Segundo o último levantamento do IBGE, Maricá tem apenas 7.593 residencias com água encanada de um total de quase 70.000 residencias. Para você ter uma idéia, são mais de 23 mil automóveis registrados e uma estimativa de 131.355 pessoas morando aqui. Rede de esgoto, se existe, é para apenas uma pequena parte do município próxima ao Centro.




Em 30/12/2008, no final do governo Queiroz, houve a assinatura do convênio de renovação de concessão de água e esgoto, serviços prestados pela Cedae ao município de Maricá. O convênio tem a duração de 30 anos, a contar de 2009 e contemplava um plano de metas para levar água a todos os distritos do município nesse período. Na ocasião, Ricardo Queiróz declarou, “este é o maior projeto que esta cidade já teve e que dificilmente será superado." "Vamos transformar esta cidade na maior da Região dos Lagos com esse projeto de saneamento”. Porém, desde o início de 2009 o que tem se falado muito durante o governo atual, principalmente com a chegada das eleições, é em 'obras' de abastecimento de água. Mas ninguém explica direito a respeito da implantação de uma rede de esgoto, inexistente na maior parte do município e que faz parte de todo e qualquer projeto de saneamento, mas como não aparece, não conquista votos.

Na época do convênio, Wagner Victer já era presidente da Cedae e afirmou - "Trata-se de um edital de R$ 7,4 milhões e que representa o cumprimento do compromisso assumido com o prefeito Ricardo Queiróz, que é de a Cedae voltará a investir no município."

Segundo o blog marikaakambui: "No Centro da Cidade, a CEDAE que há mais de meio século explora os serviços de captação e distribuição de água e esgoto, pouco expandiu a rede, a exemplo da Rua Álvares de Castro que vai do Centro até Araçatiba, passando por prédios de Cartório, Centro Administrativo da Prefeitura, Clube, Igrejas, Praças, desembocando no Fórum da Comarca. Nestes anos todos passados esta rua teve um acréscimo de quase 200 metros na rede de esgoto, e assim mesmo porque um alto funcionário da CEDAE, à época, havia comprado um imóvel nesta rua, e foi só." 

Quem mora no Rio de Janeiro ou Niterói deve se perguntar: se não há rede de esgoto, onde é lançado o esgoto em Maricá? Nós respondemos. A grande maioria das casas, como é exigido pela própria Prefeitura, possui um sistema 'particular' de tratamento de esgoto com fóssa séptica, filtro anaeróbico e sumidouro. Isto é, a água que vem de poços é utilizada e depois passa por um sistema de filtragem financiado por cada morador e lançada ao solo no quintal de cada casa. A previsão é de que aconteça o que está acontecendo em Itaipuaçu. O solo está sobrecarregado com um água de cheiro forte e cor escura, repleta de coliformes fecais e outras bactérias, que não são eliminadas pelo sistema de esgoto particular, devido à proximidade das casas. Além das casas que despejam seu esgoto diretamente, sem tratamento algum, em rios, canais, lagoas e lagos espalhados pelo município.

Nós, da equipe mariCASA, ainda encontramos dificuldades de atendimento pela CEDAE para novas instalações, até mesmo no Centro de Maricá. Imagina em Itaipuaçu como será, dentro de condomínios? Esse é outro problema que acontece devido as diretrízes vigentes no município, que incentivaram (só esta modalidade residencial é aprovada) a criação de "Condomínios". Na verdade trata-se de loteamentos cercados, que absorvem veladamente a obrigação da prefeitura de distribuição de água, esgoto, correios, luz, posteamento, coleta de águas pluviais, limpeza, organização do lixo etc. É justo que estes grupos de moradores 'residenciais' disfarçados de condomínios fiquem com toda essa obrigação e, além disso, pagar Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU)? E pra piorar, ainda são acrescidos de uma taxa de 'contribuição de iluminação pública' em sua conta de luz residencial?

O que as pessoas não sabem é que é OBRIGAÇÃO da Cedae levar a água tratada a todos. E que a Cedae é um órgão público, portanto somos todos nós que pagamos os salários de seus dirigentes e funcionários, contratados pelos nossos governantes (também funcionários do povo) a prestar com qualidade o serviço de saneamento básico, mas que infelizmente é um assunto tratado como 'favor' ou 'conquista', principalmente em épocas de eleição.

Fontes: IBGE e Cedae
Vale a pena ler também o texto de Fabiana Amaral no link do Itaipuacusite.